O "Tormento"

2013 já acabou precisamente à 3 anos atrás, eu sei. Mas foi precisamente esse ano, que me fez conhecer a realidade nua e crua da nossa existência. Pela primeira vez, senti o que nunca tinha sentido, vivi o que nunca tinha vivido... e perdi... o que nunca tinha perdido. Perdi o meu pai. Chamam-lhe de perda, de morte, de eterno descanso. Eu chamo-lhe "TORMENTO". Porque desde 2013 que não sei o que é sorrir com a vontade que uma recém adulta deve ter (dia em que celebrava 20 anos). Desde 2013 que não dormia sem ter medo. Sem visitar a durante a noite a minha mãe para certificar-me de que ela estava viva. Até à data do tormento acontecer, o próprio ressonar dela, era um incomodo, uma chatice para ser sincera. Mas também desde 2013 o mesmo ressonar, passou a ser a melhor música de embalar para mim. É sinal de que a pessoa mais importante da minha vida, aquela a quem o "Senhor" decidiu tirar o marido, está viva e não vai abandonar também ela, os seus filhos...